Hawaií – parte 7 – Captain Cook & Kilauea, Big Island

A Big Island, como o próprio nome sugere, é a maior ilha do arquipélago havaiano. É para quem gosta de extremos, de natureza e de gente hospitaleira.

Aqui, há pelo menos três roteiros que considero obrigatórios: curtir a cidade e as praias próximas, ver lava no Volcanoes National Park (curtindo a vista linda do caminho), assistir ao gélido por do sol no alto do Mauna Kea e fazer snorkeling no santuário marinho em Captain Cook.

Além do incrível circuito nos arredores de Kona (Roteiro 1, post aqui), montei mais dois roteiros que considero imperdíveis; hoje apresento o meu favorito. Você vai precisar de um dia para cada um deles mas, se você dispuser de mais tempo, sorte sua ; )

Roteiro 2: Captain Cook + Road trip por Hamakua Coast + Vulcão Kilauea

Começamos o dia cedinho e tomando o melhor espresso machiatto da vida no simples mas excelente Kona Coffee & Barista Bar, que fica no centrinho comercial do nosso hotel. Ah, não deixe de provar o bolo de abacaxi!

Rodamos 6km até a Honokohau Marina, onde havíamos reservado um charter com o Splashers Ocean Adventures para nos levar ao monumento Captain Cook, que por sua vez foi o o primeiro navegador britânico a guiar europeus para as ilhas do Hawaii em 1778 (e que acabou degolado por isso, anos depois). O monumento em si é um pequeno obelisco que pode ser acessado por terra através de uma trilha de 7 km até a Baía de Kealakekua, santuário marinho onde você pode nadar com seu snorkel para avistar o coral cheio de peixinhos que se esconde em suas águas. Para quem escolhe ir de carro, o acesso à trilha fica a apenas 30 minutos a partir de Kailua-Kona, e há estacionamento no local. Porém, isso significaria perder o melhor desse programa, que é a viagem ida e volta feita de barco.

O passeio é relativamente curto, com duração em torno de 3h, mas foi uma das coisas mais intensas que já fiz na vida. Durante o inverno, é no caminho entre a marina e o monumento que nadam, livremente, numerosas famílias selvagens de golfinhos rotadores (costuma haver baleias também, mas naquele finalzinho de temporada não apareceu nenhuma).

A bateria da minha GoPro resolveu dar pau justamente nesse dia, mas eu carrego a memória colorida de quando estava dentro d’água: na superfície à minha direita, a um metro de distância, havia dois. À esquerda, era impossível contar quantos ocupavam um raio de 20 metros e, abaixo, eu não saberia dizer se eram 30 ou 50 – adultos, filhotes, cinza, rosados, malhados… Meu coração nunca bateu tão forte como naquele dia. Foi uma das coisas mais bonitas que eu já vivi.

Como a ideia era chegar ainda de dia ao Kilauea, no Volcanoes National Park, decidimos seguir até Hilo parando em alguns pontos apenas para conhecer e fazer algumas fotos, sem ficar mais do que 10 minutos em nenhum deles. Por causa de Rainbow Falls, escolhemos seguir pela rota Kona-Waimea-Hilo, deixando de fora algumas das praias mais famosas e de difícil acesso da Big Island, como Green Sand e Black Sand Beach, ao sul da ilha (fica para a próxima e, aqui entre nós, Rainbow Falls foi bem decepcionante!).

O Volcanoes National Park abriga dois vulcões ativos: o Kilauea e o Mauna Loa. Quando nós visitamos o parque o Kilauea estava em retração, o que de maneira simples quer dizer que a lava não estava fluindo para fora da cratera (mas hoje, enquanto escrevo esse post, está). Para enxergar a cratera iluminada, há um mirante em frente ao Jaggar Museum, onde estão expostas amostras geológicas, algumas pinturas sobre divindades havaianas (a que aparece no vídeo é a Deusa Pele, senhora dos vulcões), além de souvenires.

Ah, e leve casaco, porque lá em cima é bem friozinho!

É importante ter em mente que a lava só pode ser avistada ao cair da tarde, então planeje-se para chegar ao Jaggar Museum nesse horário, aproveitando o restante do dia para explorar as inúmeras trilhas do parque (nós fizemos apenas a trilha curtinha que leva ao Lava Tube e conhecemos os Steam Vents, “bueiros” de onde escapa vapor vulcânico morno e com forte cheiro de enxofre), mas há trilhas mais longas pelas crateras, que podem durar oito horas (no vídeo, aparece uma cena dos trilheiros caminhando lá embaixo, na trilha; a cena está bem tremida porque o zoom está no máximo e estávamos sem tripé, mas dá para ter uma boa noção da aventura).

Na minha próxima visita à Big Island, certamente ficarei dois dias hospedada em um lodge dentro do parque para então percorrer cada uma de suas trilhas e, claro, ver também o Mauna Loa ; )

No próximo post, o Roteiro 3: Mauna Kea e despedida do Hawaii!

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