Hawaií – parte 6 – Kailua-Kona e Kohala Coast, Big Island

Como mostrei aqui, o Hawaií oferece pelo menos sete ilhas para se visitar e, como tínhamos apenas 10 dias de férias, precisamos nos ater a apenas duas; e não foi fácil escolher qual outra ilha do arquipélago visitaríamos, depois de Oahu! Por fim, elegemos a Big Island e não poderíamos ter acertado mais nessa escolha. O lugar é apaixonante, com pelo menos três roteiros que merecem ser vistos:

Roteiro 1: Kailua-Kona & Kohala Coast, que você confere abaixo

Roteiro 2: Mauna Kea & Captain Cook (post completo aqui)

Roteiro 3: Volcanoes National Park + Hamakua Coast (post e vídeo aqui)

O voo de Honolulu a Kailua-Kona é mais rápido que a ponte aérea entre São Paulo e Rio: um suquinho esquisito e 20 minutos depois já estávamos no aeroporto internacional de Kona, na face oeste da ilha (a outra alternativa de pouso seria a cidade de Hilo, no litoral leste, mas é preciso considerar que se trata de uma cidade menor e com menos opções do que se fazer). Ao descer do avião, já comecei a ficar animada com o clima do lugar: o aeroporto me lembrou um pouco o da Cartagena colombiana, por ter uma área ao ar livre que dá a sensação de que nem saímos do terminal e a viagem já começou.

Em comparação com a urbana ilha de Oahu, a estrada do aeroporto até o centrinho de Kona é uma mudança enorme de paisagem: negras pedras vulcânicas compõem a paisagem com flores que eu nunca havia visto antes.

IMG_4179

Nos hospedamos no Kona Seaside. Havíamos reservado um quarto com cama king, mas como chegamos duas horas antes do horário de checkin, a recepcionista nos ofereceu um quarto com duas camas queen caso quiséssemos antecipar nossa entrada. Adoramos a sugestão, mas se tivéssemos feito questão de manter a cama king não teria sido um problema: poderíamos ter usado o quarto da hospitalidade para tomar uma ducha, trocar de roupa e deixar nossas malas até o horário certo. Além da recepcionista que oferece soluções por iniciativa própria, havia água aromatizada com limão e laranja, geladinha, sendo oferecida na recepção – o que fez muita diferença no calorão que fazia naquele final de março. Nos sentimos super bem-vindos.

Queríamos sentar em qualquer lugar para comer qualquer coisa e pegar uma praia o mais rápido possível; o dia anterior tinha sido de bastante chuva em Oahu, e estávamos ansiosos por aproveitar o sol. Bastou atravessar a rua para descobrirmos uma ABC Store de frente para o mar, em Kamakahonu Beach: uma prainha simples, pequena, em frente ao Marriot Courtyard, que super dá para o gasto quando se pretende fazer uma refeição rápida ou esperar pelo horário de algum passeio.

Depois de almoçar, pegamos a estrada para conhecer alguns beach parks de Kohala Coast, em torno de 50 km do centro em direção a North Kohala (estrada roxa deste mapa):

Spencer Beach Park – Mar calmo como piscina e, por isso, atrai algumas famílias. Tem área para picnic e banheiros mas, como todos os beach parks do Hawaii, não há onde comprar nada para comer ou beber. Leve o que você vai precisar.

Aqui, levei um dos maiores sustos da minha vida: estava tomando sol quando as sirenes de tsunami começaram a tocar tão alto que mal é possível respirar. Em segundos eu estava de pé e vestida, pronta para fugir, quando olhei em torno e percebi que todos permaneciam calmamente em seus lugares. Era um teste que ocorre mensalmente, e nós não sabíamos que isso aconteceria naquele dia. Fiquei aliviada, mas também chateada por não ter sido avisada com antecedência: seria bacana haver placas e os hotéis deveriam avisar aos turistas; para uma pessoa com condição de saúde delicada, o que para mim foi apenas uma trapalhada poderia ter sido um problema real. Mais informações aqui.

Hapuna Beach – praia bem lotada, público predominantemente jovem. As ondas são agitadas, mas não há surfistas: você vai precisar disputar as ondas com as planondas ; )
O acesso é através do Hapuna Golf Course, cuja portaria fica do lado oposto à praia da estrada: para chegar lá, pegue a alça de acesso que passa por baixo da rodovia. Você receberá um parking permit e, depois de estacionar, seguirá por uma trilha que dá acesso à areia, e se você estiver com um skate novinho em folha como o Rafa, pode aproveitar o beach parking para isso também!

Mauna Kea Beach – sabe “aquele” banho de mar? É aqui. Água morna e cristalina, ondas suaves, perfeitas para brincar e dar umas braçadas. Especialmente por causa do hotel há bastantes famílias com criança, mas paradoxalmente é um lugar tranquilo, de natureza exuberante. O Rafa e eu estávamos dentro da água, falando sobre como a viagem estava sendo legal, quando escutamos alguém gritando. Olhamos em torno até percebermos que era conosco: um surfista estava nos avisando que, bem atrás da gente, havia uma tartaruga marinha! Enorme, selvagem e a um braço de distância! Ela pareceu ter se aproximado por pura curiosidade; deu uma olhada na gente e seguiu nadando. Foi incrível, e quando voltamos para a areia, ela ainda estava por ali, passando entre as crianças no rasinho, indo e voltando de um extremo ao outro da praia, que estava cheia. Mais duas tartarugas apareceram depois dessa, o que mostra que apesar do enorme resort e da praia cheia, aqui se encontrou uma forma de manter o ambiente saudável.


De carro, o public access de Mauna Kea Beach é através do Mauna Kea Beach Hotel. Quando você chegar à guarita de entrada, um guardinha vai anotar a placa e entregar um papel com instruções sobre onde estacionar e as regras da praia. O passe é válido from sunrise to sunset. 

O centrinho de Kona é uma graça, com com várias opções de restaurantes (embora todos eles pareçam servir mais ou menos a mesma coisa).

A uma quadra do nosso hotel, seguindo pela avenida beira-mar, está o Fish Hopper, onde fomos atendidos pelo bartender mais simpático e educado de todo o mundo, Matthew. Ao chegarmos, ele nos perguntou de onde éramos e, em seguida, agradeceu alegremente por termos vindo de tão longe para desfrutarmos nossas férias em seu bar, acrescentando em seguida que ele é um “really nice cooker“. O happy hour acontece das 14h00 às 18h00, e recomendo fortemente que você experimente o Coconut Praw (uma espécie de camarão empanado em coco ralado grosso) e a cerveja de produção local, Castaway IPA da Kona Brewing.

Planejávamos assistir a um show de Hula no Marriot ao final da tarde, mas os ingressos estavam esgotados para a semana toda. Saindo do Fish Hopper acabamos descobrindo que é possível assistir ao show sentando do outro lado da baía (assista a um pedacinho no vídeo deste post). Sentimos um certo constrangimento a princípio, mas acabamos topando a empreitada quando percebemos que a “arquibancada” estava tomada por americanos, canadenses, holandeses e  japoneses. Éramos os únicos brasileiros em uma multidão de europeus e asiáticos – e vimos essa cena se repetir nos dias subsequentes, o que me faz pensar que quem está pronto para dizer alguma coisa do tipo “mas isso é coisa de brasileiro” precisa pensar mais positivamente a respeito de nossos compatriotas ; )

No próximo post, você vai se apaixonar por essa ilha, com direito a golfinhos e vulcões.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s